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Saúde mental no trabalho

Saúde mental no trabalho: Aprende a cuidar de ti no ambiente de trabalho



Sofremos de fraca saúde mental? Quais as doenças que mais afetam os portugueses? Será o trabalho uma das principais causas para nos sentirmos mal? 


Um tema cada vez mais na ordem do dia, a saúde mental no trabalho é cada vez mais debatida e considerada um mal que afeta populações inteiras.


E existem mesmo razões para alarme. Segundo o relatório Health at a Glance de 2018, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estima-se que só na Europa “mais de uma em cada seis pessoas sofra de um problema mental”. De acordo com este estudo, a média a europeia ronda os 17,3%, ou seja, perto de 84 milhões de europeus sofrem de doenças mentais. 


Segundo o relatório da OCDE, Portugal é um dos países que mais sofre de fraca saúde mental, estando mesmo a cima da média europeia, com 18,4% da população afetada. As doenças mais prevalentes incluem ansiedade, depressão, ou problemas com o consumo de substâncias. 


O que significa ter a saúde mental em risco?


Sofrer de fraca saúde mental significa ter o bem-estar individual em risco, assim como a produtividade pessoal e profissional, com tudo o que acarreta. 


Porque todo o cuidado com a saúde mental é pouco, e uma equipa de trabalho feliz é uma equipa produtiva, a DIMEP fornece orientações práticas e eficazes para que todos possam cuidar melhor de ti.


Neste artigo vamos fornecer dicas práticas e eficazes para cuidar da saúde mental no ambiente de trabalho e explorar estratégias que podem ser adotadas no dia-a-dia para promover um ambiente de trabalho e uma vida mais saudável.


Sinais de que a saúde mental pode estar em risco no trabalho


O stresse manifesta-se de diferentes formas e pode apresentar uma grande variedade de sintomas, sendo importante estar-lhes atento. Alguns sinais comuns de stresse e esgotamento incluem:


  • Alterações físicas: dores de cabeça frequentes, tensão muscular, distúrbios do sono, fadiga constante e problemas gastrointestinais.

  • Alterações emocionais: irritabilidade, ansiedade, nervosismo, tristeza, falta de motivação e dificuldade de concentração.

  • Alterações comportamentais: aumento do consumo de substâncias como álcool ou tabaco, mudanças no apetite, isolamento social e diminuição do desempenho no trabalho.


É importante lembrar que cada pessoa pode apresentar sintomas de stresse de maneiras diferentes, e a atenção às próprias emoções e ao corpo é fundamental para identificar os sinais. Quando reconhecidos, é possível adotar medidas para lidar com o stresse e a pressão de forma eficaz. Algumas sugestões para identificar e lidar com o stresse incluem:


Autoanálise: devemos estar atentos às próprias reações emocionais e físicas diante de situações e stressantes. Reconhecer os próprios gatilhos pessoais é o primeiro passo para lidar com o stresse de forma mais adequada.


Prática de exercício físico: a atividade física regular é uma ótima forma de libertar o stresse acumulado, promover o bem-estar e aumentar a sensação de relaxamento.


Técnicas de relaxamento: Técnicas como meditação, respiração profunda, ioga ou qualquer outra atividade ajudam a acalmar a mente e reduzir a tensão muscular.


Pausas estratégicas: fazer pausas regulares durante o trabalho para descansar, alongar ou praticar alguma atividade relaxante. Essas pausas podem ajudar a reduzir o acúmulo de stresse ao longo do dia.


Lembrando que cada pessoa possui estratégias individuais para gerir o seu bem-estar, é importante encontrar aquelas que se adequam melhor às suas necessidades. Além disto, é fundamental encontrar equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, estabelecendo limites saudáveis e priorizando o auto cuidado.


Ao reconhecer estes sinais e adotar medidas para lidar com eles de forma saudável, é possível promover a saúde mental no ambiente de trabalho e contribuir para um bem-estar e desempenho profissional. Mas e quando o trabalho é a própria fonte de stresse e preocupação que desencadeia problemas na nossa saúde? 

As principais ameaças à saúde mental no trabalho

A falta de trabalho pode gerar ansiedade, mas, um emprego nem sempre é sinónimo de felicidade. A carga horária excessiva, a falta de condições de trabalho, o mau relacionamento com as chefias e colegas ou a falta de reconhecimento são alguns fatores que podem afetar a saúde mental.


No documento Promoção da Saúde Mental no Local de Trabalho: Orientações para a Aplicação de uma Abordagem Abrangente publicado pela Comissão Europeia, são identificados os perigos psicossociais no local de trabalho. São 10 fatores que podem causar problemas de saúde mental: 


1. Natureza do trabalho

Diz respeito à falta de variedade no trabalho, ciclos de trabalho curtos (por exemplo, no caso de trabalho sazonal), trabalho fragmentado ou menor. Mas também a fatores como a falta de aproveitamento das suas capacidades, a alta taxa de incerteza ou a exposição pública continua.

2. Volume e ritmo de trabalho

Pode estar ligado à sobrecarga de trabalho, à quantidade de trabalho insuficiente ou a um ritmo de trabalho regulado por uma máquina, como acontece nas linhas de montagem das fábricas. Ocorre também quando existem altos níveis de pressão relativamente aos prazos para as tarefas.

3. Horários de trabalho

O trabalho por turnos, turnos noturnos, horários rígidos, horas imprevisíveis e períodos de trabalho longos ou fora do normal podem prejudicar a sua saúde mental.

4. Controlo

Quando o funcionário percebe que não está envolvido no processo de tomada de decisão ou não consegue controlar o volume e o ritmo do trabalho. 

5. Ambiente e equipamento

Este fator está relacionado à segurança e saúde no trabalho. Por exemplo, a falta de equipamento, a má adequação ou manutenção do equipamento, ou ainda as más condições envolventes, como falta de espaço, iluminação deficiente, ruído excessivo, entre outros.


6. Cultura organizacional e função

A falta de comunicação, baixos níveis de apoio, falta de definição ou fixação de objetivos organizacionais são situações que potenciam a insatisfação laboral.


7. Relações interpessoais no trabalho

Se houver exclusão, isolamento social ou físico, ou relações com superiores e colegas não são boas, podem causar situações que ponham em risco a saúde mental dos funcionários. A falta de apoio social, assédio ou intimidação também são fatores negativos.

8. Papel na organização. Se há ambiguidade no papel a ser desempenhado, conflito de papéis ou responsabilidades na gestão de pessoas, pode haver stress adicional.

9. Progressão na carreira. A estagnação e incerteza na carreira, uma promoção insuficiente ou excessiva, salários baixos, insegurança do emprego e o baixo valor social do trabalho são fatores de descontentamento.

10. Relação vida privada-trabalho. Conciliar a vida privada com o trabalho é cada vez mais importante. O problema pode surgir quando o emprego é muito exigente, quando não há apoio familiar ou nos casos de duplo emprego.


Como podem empresas promover a proteção saúde mental no local de trabalho?


As empresas desempenham um papel fundamental na promoção da proteção da saúde mental no local de trabalho. Como podemos ver no ponto anterior, o trabalho pode ser causa de muito stresse e preocupações que afetam a nossa saúde a todos os níveis. Por isso cabe as empresas e organizações preservar a saúde a todos na organização e ter em prática uma estratégia adequada para contribuir para um ambiente de trabalho mais feliz, equilibrado e produtivo. Algumas das estratégias que a DIMEP recomenda são: 


Promoção de uma cultura organizacional saudável. A cultura organizacional deve ser orientada para o bem-estar dos colaboradores, com ênfase na abertura, apoio e respeito mútuo. Isso envolve a criação de um ambiente de trabalho inclusivo, onde os colaboradores se sintam seguros para expressar as suas preocupações e emoções, sem receio de julgamentos.


Políticas e práticas de gestão adequadas. As políticas e práticas de gestão devem ser desenvolvidas tendo em consideração a saúde mental dos colaboradores. Isso pode incluir a implementação de programas de gestão do stresse, flexibilidade no horário de trabalho, estabelecimento de limites saudáveis para a carga de trabalho, promoção de um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e apoio ao desenvolvimento de estratégias de tensão.


Comunicação e sensibilização. As empresas podem promover a sensibilização para a importância da saúde mental através de campanhas de comunicação interna. Isso pode incluir a divulgação de informações sobre sinais e sintomas de problemas de saúde mental, recursos disponíveis para apoio, formações sobre saúde mental e a promoção de um ambiente de trabalho livre de estigma relacionado a doenças mentais.


Apoio e assistência aos colaboradores. Oferecer apoio e assistência aos colaboradores é essencial. Isso pode ser feito por programas de apoio psicológico, como terapia ou aconselhamento, disponibilização de linhas de apoio e programas de benefícios que incluam cobertura para saúde mental.


Formação e capacitação: Oferecer formações e capacitação para gestores e colaboradores sobre saúde mental no local de trabalho pode ajudar a aumentar a sensibilização, a compreensão e a capacidade de lidar com questões relacionadas à saúde mental.


Avaliação e monitorização: Realizar pesquisas e avaliações regulares sobre saúde mental no local de trabalho permite que as empresas identifiquem áreas de melhoria e implementem medidas adequadas para a proteção da saúde mental dos colaboradores.


É importante destacar que a proteção da saúde mental no local de trabalho é um esforço contínuo e cada empresa deve adaptar as estratégias às suas necessidades e recursos. O cuidado com a saúde mental dos colaboradores não apenas beneficia o indivíduo, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais produtivo, saudável e feliz.


Na DIMEP estamos atentos às necessidades de todos emocionalmente e psicológico, porque sabemos que uma equipa feliz é uma equipa produtiva e estável. 


Sabe mais sobre a DIMEP porque somos líderes em produtividade, proteção e monitorização de empresas no nosso site. 


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